segunda-feira, 4 de junho de 2018

Siga a corrente de ar que entra pelas narinas lúcidas
Corra por suas cores e geometrias e exploda em luz
Nada do que antes era o sentido hoje me atormenta
Meu coração pulsa para além de qualquer parede
Meu brilho emana para dentro de todos os seres
Sou aqui um braço do céu que por mim desenha
as novas pontes entre vocês e seus próprios corações
Sou o ser que não tem meu nome e não me reconhece
mas que faz parte de mim como eu faço parte dele
Que atua em mim como o amor divino abre os mares
flutua os crentes, multiplica os peixes, perdoa os vãos
faz-me obra divina ou engrenagem de seu projeto maior
Sou para além de mim ou do que sonhou minha razão
Sou um ser sem eu, mas que comigo somos nós
Sou um mar da vossa vontade que move meu corpo
meus sonhos, minha projeção, minha voz, minha vocação

Siga a corrente de água que traz à vida sua intuição
Corra por seus rios internos de amor, virtude e gratidão
Nada do que antes era a dor hoje me causa agonia
Meu coração pulsa em novas vibrações e movimentos
Meu brilho emana das aspirais infinitas de pureza
Sou aqui um braço do céu que por mim dança
as novas mudanças entre vocês e seus antepassados
Sou o ser que não tem meu nome e nem sobrenome
mas que me carrega pelas ondas vívidas da consciência
Que atua em mim como a paz sagrada abraça as almas
flutua as brasas da fé até fervilharem na chama celeste
faz-me maior do que meu eu e do que a humanidade
Sou para além desse riacho que quer atracar no mar
Sou um servo sem rosto, sem desgosto, nem vaidade
Sou  um mar da vossa misericórdia que voa o infinito
meus olhos são a lucidez do mundo na expansão do céu

Siga a corrente da terra que conecta os espíritos
Corra por suas densas colinas de esforço e humildade
Nada do que antes era impossível hoje me assombra
Meu coração pulsa junto aos tambores das possibilidades
Meu brilho emana o calor vibrante de toda grande verdade
Sou aqui um braço do céu que por mim ressoa em cânticos
as novas abundâncias que ão de brotar do fogo do espírito
Sou o ser que nomeia as imensidões dos astros e terras
mas que também saboreia os frutos da vida em plenitude
Que atua em mim como a coragem alavanca a bondade
flutua nas lutas do equilíbrio eterno com a alta sabedoria
faz-me igual a todos os seres e ao mesmo tempo uno a eles
Sou para além de mim mesmo ou de qualquer ambição
Sou um ser corriqueiro que me direciono rumo a graça
Sou um mar da vossa beleza que lubrifica os encontros
meus sóis giram em harmonia com as mãos da criação

Siga a corrente da chama sagrada que incendeia o amor
Corra por suas veias velozes rumo ao bem feitor
Nada do que antes era pode ainda o fortalecer
Meu coração pulsa a energia una que cresce do bem
Meu brilho ofusca as trevas da dúvida e do enaltecer
Sou aqui um braço do céu que por mim desdobra
as novas horas de um tempo ínfimo e grandioso
Sou o ser que nomeia as dádivas da grande salvação
mas que recolhe as brasas dos que queimaram pra renascer
Que atua em vós como a honra dignifica os iluminados
flutua nas ações fundadas pelo saber dos céus
faz-me mais um ponto de luz no olhar de quem quer ver
Sou para além dos desejos, ímpetos e aparências
Sou um ser de amor, bondade e amanhecer
Sou um mar de ternura que doa aos atentos tudo o que é
meus pés descalços avançam pelos planos vossos, amém.



terça-feira, 29 de maio de 2018

Quão imenso é o ser
que juntos nos sorri?
Abriu desejos de estrelas
Sonhos de orações
Soube da beleza
que o olhar esconde
mas que os olhos dão
aos ouvidos celestes
Soube da certeza do ar
no aconchego que há
em estar uno a ti
Abriu a paz da canção
o versar das mãos
a quietude brilhante
de se por os pés no chão
Soube a luz da manhã
num ponto amarelo de sol
em forma de pássaro
e dessa imensidão
que somos em sóis

segunda-feira, 26 de março de 2018

E o vento entregou meu abraço
As estrelas, meu olhar...

Ah! Nossas mãos estão dadas pelo chão
Nossos sorrisos compartilhados pelo céu

Estou com você
para o que for, foi...
ou é.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

O tempo todo eu me pergunto
E não dá tempo de ter respostas
O tempo tudo a todo tempo
O medo mudo ao modo dele

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Em seus olhos o amor pela vida, em seu corpo o pelo vício. 
Querido, somos dois desesperados de bom coração. 
Perdas são a forma terrível que a vida tem
de nos fazer voltar a procurar por nós mesmos,
e não por quem somos com os outros. 
As vezes temos momentos de encontros
ainda não plenos, 
quando estes plenos forem
o horizonte de mar e céu vibrará nossa voz. 
Nosso corpo dançará sem pudor, 
nossa luz alegrará a todos os que passam, 
e aos que ficam
os sonhos serão canções reais. 
Quando encontrarmos a nós mesmos, 
aí abraçaremos as nuvens 
e correremos sobre as águas
Aí seremos liberdade
e tanto meus olhos viciados, quanto meu corpo amante
verão o novo

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Acredito na comida cozida
no bom dia ao vizinho
no chão que pisei e piso
descalço
Mas por percalço
acredito também
no que acredita minha avó
acredito também
no que acredita quem dói
quem corrói e desnuda
quem assopra e quem ajuda
acredito na crença
e no fim o que acredito
se junta ao que acredita
e tudo vira uma cidade só


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Correndo se chega ontem

De tanta pressa
trupiquei em mim
e caí na infância